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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Lógica de conservação

Num dia do Verão passado, ao pequeno almoço, a Mathilde e a Manon trocavam galhardetes sobre a atitude de uma e de outra.

- Isso é infantil, Manon!

- Isso de me dizeres que é infantil também é infantil, Mathilde! Além disso somos crianças. Ser infantil não é assim tão infantil!

- Ser infantil não é infantil?

- Tu percebeste! Não é preciso sermos crescidas a toda a hora!

- Bom, meninas, infantilidades ou não à parte, ser criança é mesmo bom. E o que também é mesmo bom é conservarmos a nossa criança cá dentro com todo o amor e carinho. E reconhecê-la quando ela se manifesta. Olhem que muitos conflitos não são mais que as crianças interiores dos adultos, que se esqueceram delas, a refilar umas com as outras. Se serão infantilidades ou não... o que é certo é que é muito bom mantermo-nos crianças para várias coisas da vida. 
Mirem-se no bom exemplo do vosso pai que conserva a dele muito bem conservadinha!

E a Manon, numa reflexão imediata:
- Papa est un frigo.

Lógico!  ;) :D



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Voltar para casa

A Mathilde começou a ter aulas de TIC ontem (Técnicas de Informática e Computadores, se bem decifro a sigla.), e chegou da escola a contar que é suposto, entre outras coisas, aprender a criar um blog.
Na altura não me dei conta mas a palavra ficou-me agarrada ao subconsciente. Não como uma carraça francesa, foi mais subtil, camuflando-se com dimensões microscópicas e o comportamento oportunista de um vírus, e invadindo durante a noite as camadas mais superficiais da minha consciência. 
Acordei com um problema disso, de consciência, chamado BLOG, e veio-me a ideia d"O filho pródigo", que afastei porque a achei parva, a ideia, e quis ter outra logo a seguir, que com a graça dos céus tive e que foi melhor, e me trouxe de volta à blogosfera, com a angústia de ter 2 anos e qualquer coisa de estórias em atraso.

"No início era o Verbo e o Verbo era Deus." Escrevia-se à mão, ou à máquina (até tenho um curso de verão de dactilografia feito quando era ainda uma adolescente, vale o que vale, e vale-me uma punhalada no que à idade diz respeito, que ideia parva esta também, falar de coisas de há mais de 30 anos...), enviavam-se cartas, falava-se ao telefone. Depois Deus, na sua imensa inspiração, inspirou o homem e apareceu o computador. Diz que foi Alan Turing, inglês, na década de 1930, mas apesar de partilharmos o mesmo fuso horário, a invenção demorou algum tempo a cá chegar.
É a resistência à mudança, dirão alguns. Talvez, e outras coisas também, mas o certo é que eu resisti muitíssimo e foi apenas, já a fazer a especialidade, quando comecei a ter problemas de consciência em pedir a uma grande amiga que me passasse relatórios e CV (um aborrecimento esta coisa dos problemas de consciência), é que me decidi a investir na inovação. 
Foi dramático! Perdia documentos, demorava horas a escrever umas linhas, andava às voltas, apagava sem querer, um martírio! Tinha 27 anos (mais uma punhalada no tal capítulo da idade) e parecia que tinha 727 e que aquela caixa  em forma de TV nunca se deixaria conquistar.
Claro que não há mal que sempre dure e, como qualquer ser humano pensante (pode parecer pleonástico mas ele há alguns que me deixam dúvidas), lá dei a volta à máquina. Também ajudou muito a máquina tornar-se mais humana, mais, como diz a Apple, user's friendly. Nunca deixei de escrever à mão, mas lá comecei a escrever mais à máquina, uma máquina com um écran, foi um upgrade.

Deus, que não dorme (não sei como é que ele consegue... quer dizer, é Deus, é por isso que consegue) lá inspirou mais um bocadinho o homem e o homem inventou a internet. O homem, de seu nome Paul Otlet, era belga,  e o curioso é que foi na mesma década do "Pai do computador" que ele começou a pôr em prática ideias que estão por trás  do que é hoje um dado adquirido na comunicação e informação em rede. Não foi ele quem inventou a NET mas diz na NET que foi o primeiro a pôr Verbo na ideia e passar à prática. Vamos sempre dar ao Verbo. 
Andaram anos às voltas com isto, até que a NET se tornou parte integrante da sociedade moderna, e julgo que mesmo em sociedades menos modernas já a utilizam porque, como diz muito acertadamente o Xav, "Rien n'arrête la modernité!"

E depois veio o mail e os blogs, e outras coisas de que não me lembro, e eu mail para cá e mail para lá, e já toda a gente tinha um blog quando decidi criar este porque, quando nasceu a Manon temi esquecer-me das mil estórias das nossas filhas que acontecem todos os dias e que queremos guardar. Foi uma boa ideia! Mesmo boa!  Daquelas em que o Verbo se empenhou na inspiração. 
Adoramos ir reler, recordar, ver as imagens. A Mathilde e a Manon então, deliram!
Começou a 9 de Outubro de 2006, era segunda-feira, porque tudo se começa às segundas-feiras, ou não, mas muitas coisas se decidem aos domingos à noite para começar segunda, e se calhar foi o que me aconteceu, disso já não me lembro, e não escrevi, por isso, ficamos assim. Nesse dia só criei o blog, com uma fotografia inaugural, e no dia seguinte desatei a escrever tudo o que me lembrava, como se não houvesse amanhã.
Foi assim durante anos, a ideia era mesmo boa, e até tive de mudar-me para aqui, em 2012 porque saturei o primeiro "M&M" tal era a quantidade de informação e fotografias. 

A vida corria, eu escrevia (e fazia mais coisas mas o contexto é este de escrever no Blog) e depois tive outra ideia, nada parva, muito boa, uma ideia brilhante. Digo brilhante sem presunção nem modéstia, acho-a brilhante e pronto (Se quiserem atribuam responsabilidades à inspiração divina já mencionada.). Inventei "As canções da Maria" e, mais uma vez, cheguei à conclusão que não podia viver como se tivesse 727 anos e que se impunha abrir uma conta no FaceBook. E no Youtube. E mais recentemente (quando já toda a gente tinha há anos, que isto de repetir já Freud explicava)  no Instagram. Ainda não cedi ao Twitter. Valha-nos Nossa Senhora das pessoas com 727 anos!

Com tanta azáfama que temos tido ao longo dos últimos anos e com tantos novos meios de comunicação, fui perdendo o fio ao BLOG. Juro que tentei... e depois passei a tentar menos até que o abandonei, essa é que é essa!  Cá está o problema de consciência.
De vez em quando lembrava-me e prometia-me que voltava, e fui sempre guardando notas e tudo, mas foi preciso o TIC da Mathilde para que eu tivesse outra boa ideia e pusesse Verbo nela, voltar. Vou fazer por ficar! 
(O TIC se calhar também foi inventado por inspiração divina só para me dar esta ideia... ... ... não, isto é que já é capaz de ser presunção.)

"No início era o verbo e o verbo era Deus." Voltemos pois ao início, e valha-me a inspiração do Verbo para contar o tanto tão maravilhoso que a Mathilde a Manon nos dão, todos os dias.

A recomeçar, neste regresso a casa, veja-se o tamanhão das nossas mini-adolescentes! 





domingo, 14 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014